O degrau quebrado: para cada 100 homens promovidos a nível gerencial, apenas 72 mulheres conquistam a mesma posição

Na metáfora da escada corporativa, um degrau quebrado logo no início da trajetória pode comprometer toda a ascensão. E é exatamente isso que tem acontecido com muitas mulheres. O estudo da McKinsey Women in the Marketplace, de 2024, escancara: nas primeiras promoções para funções gerenciais, a cada 100 homens promovidos apenas 81 mulheres avançam, e enquanto os eles sobem, em média, quatro degraus ao longo da carreira, as mulheres sobem apenas dois. No Brasil, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do IBGE em 2024 indicam que apenas 72% das mulheres com ensino superior completo alcançam cargos gerenciais em comparação com homens com a mesma escolaridade. Entre mulheres negras, o cenário é ainda mais desafiador, com o estudo da McKinsey apontando para apenas 54 promoções para cada 100 homens.

Esse é o “degrau quebrado” — um dos principais entraves à equidade de gênero nas organizações.

 

“Diferente do “teto de vidro”, que bloqueia o topo da carreira, o degrau quebrado impede a entrada no jogo.” – Nora Mirazon Machado, Sócia e CPO da AngelUs

 

Quais são os vieses por trás desse obstáculo?

 
Mulheres recebem menos feedback construtivo, têm redes de relacionamento mais restritas e enfrentam vieses inconscientes que colocam sua competência sob constante escrutínio. Além disso, são sub-representadas em posições que geram o “capital de experiência” mais valorizado no mercado — como áreas com responsabilidade de P&L.

Outro fator relevante é a maternidade: frequentemente tratada como um obstáculo ou penalidade, ela tende a frear o desenvolvimento profissional das mulheres, enquanto a paternidade é muitas vezes recompensada com aumentos e promoções.

 

E se a maternidade também fosse uma alavanca?

 
Em vez de ser vista como uma pausa, a maternidade deve ser reconhecida como um período de aquisição e uso intenso de competências críticas para a liderança: empatia, resiliência, gestão de tempo, priorização, comunicação não violenta, escuta ativa e tomada de decisão sob pressão. Uma capacidade de desenvolver pessoas intrínseca à experiência da maternidade.  Em outras palavras, soft skills de alto valor estratégico.

A chave está em transformar essas competências em moeda visível para o mercado — uma coisa que as mulheres podem fazer e as empresas devem aprender a reconhecer.

 

Como ser estratégica no uso das competências femininas

 
A pesquisa mostra que mulheres bem-sucedidas constroem carreiras intencionalmente: buscam experiências desafiadoras, cultivam redes de patrocínio, investem em tecnologia e não se limitam a funções de apoio. Elas também aprendem a se posicionar com autenticidade e clareza, sinalizando seu valor com segurança e consistência.

 

“Quantas líderes promissoras sua empresa pode estar perdendo por não investir na superação desse obstáculo inicial?” – Nara Pinski, Sócia e CSO da AngelUs

 

O mito da “falta de ambição feminina” precisa ser superado. Não faltam mulheres prontas para liderar — faltam estruturas que reconheçam, patrocinem e acelerem esse talento.

 

O que empresas de ponta estão fazendo certo

 

“Acredito que o papel da empresa é também o de transformar a sociedade. E a equidade de gênero é uma transformação urgente.” –  Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza

Empresas que lideram em equidade e performance têm algumas características em comum:
 

  • Investem continuamente no desenvolvimento de suas lideranças.
  • Oferecem feedbacks claros e oportunidades desafiadoras.
  • Têm lideranças comprometidas com patrocinar mulheres e ampliar o acesso a funções estratégicas.

 
A escolha da empresa certa tem mais impacto na trajetória de carreira de uma mulher do que o chefe imediato — um dado que deveria orientar tanto decisões individuais quanto estratégias de atração e retenção de talentos.

 

O que a AngelUs pode fazer por sua empresa?

 
Na AngelUs, acreditamos que equidade de gênero não é apenas um imperativo ético — é uma vantagem competitiva.

Atuamos com soluções de impacto que transformam cultura e impulsionam mulheres para posições de decisão:
 

  • Programas de mentoria estratégica para lideranças femininas e masculinas.
  • Ações de visibilidade e influência para mulheres em transição de carreira.
  • Oficinas sobre viés inconsciente, homens aliados, maternidade e liderança com conteúdo de ponta.
  • Consultoria para empresas que querem garantir que seus processos de seleção e promoção sejam justos e inclusivos.
  • Estratégias personalizadas para empresas que desejam avançar com responsabilidade e consistência.

 
Junte-se à AngelUs Network para transformar o futuro! Acreditamos que a luta pela equidade de gênero seja uma jornada coletiva. E que empresas, líderes e profissionais precisam se unir para impulsionar mudanças reais.

 

“O degrau pode estar quebrado. Mas com estratégia, apoio e estrutura, ele pode ser reconstruído. E nós estamos aqui para isso.” – Claudia Colaferro, Sócia Fundadora da AngelUs

Transforme o potencial da sua equipe!

A AngelUs apoia o desenvolvimento de lideranças femininas e construção de ambientes mais inclusivos e de alta performance. Vamos conversar!

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