Você já saiu de uma reunião se perguntando se estava sendo sensível demais? Já engoliu uma crítica velada disfarçada de piada? Ou ouviu um “você é muito emocional para essa função”? Se sim, você não está sozinha. E não é exagero.
Essas situações têm nome: microagressões de gênero. São atitudes sutis, mas poderosas, que impactam diretamente a confiança, a reputação e a trajetória de mulheres no trabalho.
“Quando falamos em equidade, falamos também do que acontece nas entrelinhas — o que não está escrito no código da empresa, mas que define se ela será um lugar seguro para as mulheres crescerem.” — Nora Mirazon Machado, Sócia e CPO da AngelUs
Mas o que são as microagressões de gênero?
São comentários, atitudes ou comportamentos sutis, frequentemente não intencionais, que comunicam desrespeito, inferiorização ou hostilidade com base no gênero.Exemplos:
- Elogios condescendentes: “Você é tão articulada pra uma mulher.”
- Dúvida sobre a competência: “Tem certeza que vai conseguir entregar isso sozinha?”
- Invisibilização: a mulher propõe algo, ninguém escuta; um homem repete e é aplaudido.
- Redução emocional: “Calma, não precisa ficar nervosa.”
Dados que escancaram o problema
Você sabia que…
- 47% das mulheres brasileiras afirmam já ter sido interrompidas ou não ouvidas em reuniões de trabalho (Datafolha, 2024)
- 1 em cada 3 mulheres teve suas ideias atribuídas a outra pessoa (McKinsey, 2023)
- Mulheres relatam receber menos feedbacks objetivos e mais avaliações baseadas em traços de personalidade (HBR, 2022).
“As microagressões funcionam como areia no sapato: pequenas, mas constantes, tornam a jornada muito mais árdua para as mulheres.”— Claudia Colaferro, Sócia Fundadora da AngelUs
O que as empresas podem fazer
Empresas que lideram em equidade e performance trabalham para:
- Nomear o problema: Inserir o tema de microagressões nos letramentos, treinamentos e comunicações internas.
- Promover escuta ativa: Criar espaços onde mulheres possam relatar experiências sem medo de retaliação.
- Medir o clima psicológico: Aplicar diagnósticos que identifiquem percepções de segurança psicológica e respeito.
- Treinar lideranças: Ensinar líderes a reconhecer, intervir e prevenir microagressões é fundamental.
- Fomentar a autoconsciência: Trabalhar vieses inconscientes com homens e mulheres da equipe.
O que a AngelUs pode fazer pelas empresas
Na AngelUs, sabemos que não basta “não ser sexista”. É preciso agir intencionalmente pela equidade. Entre as nossas soluções estão:
- Trilhas de Letramento sobre Vieses e Microagressões
- Rodas de Conversa com mulheres para escuta ativa
- Trilhas para Homens Aliados: porque a mudança precisa incluir quem detém poder
- Jornadas de Desenvolvimento para Mulheres: com foco em comunicação assertiva e
- enfrentamento de sabotadores
“O enfrentamento das microagressões é um passo crítico na construção de ambientes onde mulheres realmente possam prosperar.”— Nara Duarte Pinski, CSO da AngelUs
Você saberia dizer se as mulheres da sua equipe se sentem ouvidas?
Junte-se à AngelUs Network para transformar o futuro! Acreditamos que a luta pela equidade de gênero seja uma jornada coletiva. E que empresas, líderes e profissionais precisam se unir para impulsionar mudanças reais.